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Terceira edição do Fotofestival SOLAR encerra com sucesso e deixa público querendo mais
06/01/2025

Após um enorme sucesso de público, a terceira edição do Fotofestival SOLAR chegou ao fim neste domingo (15). O evento teve programação gratuita e variada, que abrangeu exposições, música, gastronomia e ações formativas na Pinacoteca do Ceará, Estação das Artes, Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS), Mercado AlimentaCE e o KUYA - Centro de Design do Ceará, além de eventos no Crato, no Centro Cultural do Cariri.


Foto: Marília Camelo / Pinacoteca do Ceará

A noite começou logo com um ponto alto com a Conversa sobre “Sentir o voo de um pássaro”, que trouxe a renomada fotógrafa mexicana, Graciela Iturbide e a mediação de Rosely Nakagawa, do Centro Cultural do Cariri. Na ocasião, a fotógrafa compartilhou sua visão poética sobre a fotografia como uma linguagem que entrelaça emoções, histórias e conexões, criando imagens que transcendem a documentação e expressam a alma das culturas, paisagens e relações humanas. Com relatos de suas vivências, Iturbide convidou a todos a enxergar o mundo com sensibilidade, força e empatia. "Estou muito contente de estar aqui com vocês, celebrando este festival e agradecendo a todos. Estive no Cariri e agora estou em Fortaleza, no Brasil, e isso é motivo de muita felicidade para mim", disse ela.


Foto: Estúdio Voa

A noite seguiu com os destaques e o vencedor do Prêmio SOLAR de Maquete de Fotolivro. Em parceria com a IMAGINA?RIA_festa do fotolivro, a Leitura de Maquetes de Fotolivros foi realizada pela primeira vez no SOLAR, que contou com 12 projetos comentados presencialmente por curadores, artistas, designers e editores em encontros individuais com as pessoas selecionadas. Os destaques foram: Naiana Magalhães, do Ceará, com “Coração de Touro”; Raquel Gandra, do Rio de Janeiro, com “Quando Sonha os Peixes”; e Thales Pessoa, do Rio Grande do Norte, com “Marolas”.  

E o grande vencedor do Prêmio SOLAR de Maquete de Fotolivro foi o chileno Manuel Castillo, com a obra "Conversations About Space, Time and Place: Cuba 2011-2024". "Nunca fui de competir em festivais. Meu interesse pela fotografia nunca esteve ligado à competição. Nunca sou nem indicado em portfólios, não tenho muito interesse nesse tipo de coisa. A princípio, eu nem queria vir. Tive medo. Mas, aos poucos, me empolguei com a ideia de fazer o livro e, pela primeira vez, quis ganhar. Depois de 18 anos na fotografia, eu queria vencer. Foi uma experiência incrível poder estar neste festival, ver meu professor do Chile, conhecer o professor do Brasil. Estou muito feliz por tudo isso!", disse Manuel, emocionado.

Tiago Santana, diretor do Fotofestival SOLAR, encerrou o evento com um discurso de agradecimento pela presença de todos e convidou os coordenadores e as pessoas envolvidas na produção do festival a subirem ao palco. “O Fotofestival SOLAR é um espaço de encontro, de troca, e isso só é possível graças ao trabalho de muitas pessoas, realizado com cuidado e dedicação. Estou profundamente emocionado e quero agradecer a cada um de vocês que contribuíram para fazer mais uma edição do SOLAR brilhar”, destacou Tiago.

Propondo ações e reflexões no campo das artes e da memória, sendo estratégico para a consolidação de políticas públicas locais e nacionais nos campos da fotografia e em diálogos com linguagens da cultura e das artes em geral, o SOLAR amplia narrativas e imaginários sobre o Brasil, com 10 exposições, lançamento de livros, projeções audiovisuais, shows e um amplo programa de formação, com a realização de 14 conversas, cinco oficinas e leituras de maquetes de livros. O Fotofestival SOLAR é realizado em parceria entre a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) e o Instituto Mirante de Cultura e Arte. 

 



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