Foto: Camila de Almeida / Estúdio Voa
Na manhã desta sexta-feira, 13 de dezembro, o 3º Fotofestival SOLAR encerrou três das suas cinco oficinas com grande intensidade, oferecendo um espaço de reflexão e criação no Kuya - Centro de Design do Ceará e na Pinacoteca do Ceará. As oficinas "Quero Dizer do Mistério", "Escritas de Si" e "Um Futon Solar" encerraram as atividades, provocando um mergulho profundo nas relações entre a fotografia, a literatura e as experiências de vida.
“Nosso objetivo foi tensionar as relações de ritmo entre a música e a fotografia. A música do álbum, com suas mensagens cifradas, deu o tom para essa edição coletiva, que refletiu sobre os 'mini mistérios' que a sociedade viveu e ainda vive”, afirmou Marília. O trabalho culminou em um fotolivro coletivo, criado durante três dias de intensa colaboração, que misturou as imagens pessoais dos participantes com arquivos históricos e músicas que falam de revolução e resistência.
Régis Amora comentou sobre o impacto da oficina: “Através da edição coletiva, as imagens que os participantes trouxeram passaram a ter novos significados, ao se integrar ao corpo de fotografias do grupo. A relação entre as imagens foi mediada pela música, que trouxe um ritmo que moldou toda a narrativa do fotolivro.”
Marcelle Ferreira, fotógrafa e estudante de Psicologia, destacou a importância da experiência: “Foi uma oficina muito enriquecedora, que me ajudou a entender a percepção da obra em conjunto. A troca entre os participantes foi fundamental para o meu aprendizado, principalmente ao perceber o que as imagens podem significar quando estão em um contexto coletivo."
Já na oficina "Um Futon Solar", Shinji Nagabe levou os participantes a um processo de criação manual inspirado no tradicional colchão japonês futon, que simboliza acolhimento e simplicidade. Mais do que uma oficina manual, o trabalho foi uma reflexão sobre a generosidade, o carinho e a esperança em tempos de adversidade. De acordo com Shinji, cada imagem criada se tornou uma expressão de acolhimento, um gesto simbólico de cura e conexão. A oficina promoveu uma experiência sensorial e emocional, em que os participantes não só aprenderam a técnica, mas também refletiram sobre o poder simbólico da arte em tempos de crise.
O último dia das três oficinas representou o fechamento de uma programação repleta de experiências artísticas e educativas, que provocaram os participantes a refletirem sobre si mesmos, sua relação com o mundo e a história, através da fotografia, da música e da literatura. O 3º Fotofestival SOLAR não só celebra a arte da fotografia, mas também a capacidade da arte de transformar e conectar as pessoas.
“Queremos discutir como a fotografia e outras formas de arte podem ser ferramentas para questionar nossa realidade e as narrativas dominantes, ao mesmo tempo em que oferecem possibilidades de expressão”, afirma Iana Soares, membro da coordenação do evento.
O Fotofestival segue sua programação à tarde e à noite com uma série de conversas e exibições, incluindo as conversas Gente de Verdade com o Coletivo Lakapoy, Arquivos às Avessas com Rosângela Rennó, e a exibição de filmes e vídeos no Museu da Imagem e do Som do Ceará.
O evento também se prepara para a Noite Solar, que trará apresentações musicais com a DJ Davi Markan e a cantora Ana Frango Elétrico, encerrando de forma animada e criativa mais um dia do festival.
O 3º Fotofestival SOLAR se encerra neste domingo (15) com mais atividades que prometem manter o público imerso no universo da fotografia e da arte
SERVIÇO
Fotofestival SOLAR 2024
Quando: de 11 a 15 de dezembro de 2024
ACESSO: Gratuito. Livre.
Confira a programação completa: