FOTOTAXIA: EM BUSCA DO ELO PERDIDO, com Miguel Chikaoka
5 a 7 de dezembro, das 9h às 13h
Sala A5, Porto Iracema das Artes - 15 vagas
A proposta desta oficina é compartilhar experiências na construção de percursos pautados na abordagem transdisciplinar do que constitui a do processo fotográfico. Trata-se, portanto, de uma incursão no universo da luz, enquanto potência física e inspiradora, para experimentar o que dela flui. Uma oportunidade para experimentar a articulação e integração de diversas áreas de conhecimento nas práticas criativas e educativas.
Sobre Miguel Chikaoka
Paulista, nascido em 1950, graduado em Engenharia Elétrica pela Unicamp mas atua no campo das artes e da educação. Mora em Belém desde 1980 onde articulou a criação da Fotoativa, uma experiência coletiva que tornou- se referência para o desenvolvimento da cultura fotográfica na região amazônica. Seu processo de trabalho é pautado em abordagens que buscam tensionar experiências com a luz para além das fronteiras da fotografia.
Como autor produziu e participou de exposições no Brasil e no Exterior, com destaque para “Travessias”, [Belém, 2016] “Águas Enlazadas - Tesitura de ríos, culturas y afectos”, [Montevideu, 2014]; ”Navegante da Luz: Miguel Chikaoka e o navegar de uma produção experimental”. [Belém-PA, 2014]; “A Brush with Light”, [Newport, UK, 2010]; “Modern Photographic Expression of Brazil”, Zaim [Yoko¬hama, 2008]; “H2Olhos”, Centro Cultural Itaú, [São Paulo, 2008]; “29º. Panorama da Arte Brasileira”, [São Paulo, 2005]; “Une Certaine Amazonie”, [Paris, 2005]. Em 2012 recebeu o Prêmio Brasil Fotografia e a Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Minc, pela sua contribuição à fotografia brasileira.
O ABISMO SERÁ EDITADO: FOTOZINE NA QUEDA, com Walter Costa
6 e 7 de dezembro, das 9h às 13h
Porto Iracema das Artes - 15 vagas
A oficina propõe um exercício coletivo de memória crítica onde imagem e palavra se misturam: o objetivo é construir uma linha do tempo que relembre e organize visualmente os acontecimentos -mais ou menos divulgados- que nos levaram até aqui. Através de técnicas de edição híbridas e apropriação de fotografias, fotogramas e títulos que foram publicados nos meios de comunicação, essa timeline vai se tornar um mural e uma publicação de “guerrilha” para fazer ecoar os gritos do passado recente, contrariando as notas dos flautistas mágicos de hoje.
Pré-requisitos:
-Trazer à pauta pelo menos 15 acontecimentos que consideram importantes entre 2013 e 2018 antes do começo do workshop (teremos um documento compartilhado para isso)
Sobre Walter Costa
Walter Costa (Itália) é editor independente e fotógrafo. Trabalha com autores brasileiros e internacionais no desenvolvimento de seus projetos de fotolivro. Pesquisador e professor na área da edição e do visual storytelling, estuda os hibridismos narrativos entre fotografia e outras linguagens. A partir desta pesquisa criou o projeto The Rising Card, um baralho de cartas com dicas e exercícios para ajudar autores e editores editar seus projetos. Em 2016 fundou o grupo de estudos LOMBADA-Laboratório de Fotolivros em São Paulo. Dá cursos e conferências em diferentes instituições e eventos na América Latina e na Europa, participando também como jurado em vários prêmios de fotolivros.
EM TORNO DA IMAGEM: FOTOGRAFIA, ENCONTRO E RELAÇÃO DE TROCAS SIMBÓLICAS, com Alexandre Sequeira
6 e 7 de dezembro, das 9h às 13h
Auditório do Porto Iracema das Artes - 25 vagas
O Workshop tem como objetivo analisar propostas artísticas que fazem uso da fotografia nos dias de hoje como ferramenta para a construção de plataformas de encontro, troca de ideias e alteridade social. A partir da produção de fotógrafos e coletivos pretende-se alcançar o entendimento de diferentes possibilidades de redes de participação que aproximam o artista de recortes sociais e ampliam o alcance da compreensão da fotografia para além de sua avaliação formal ou técnica, envolvendo as condições que a precedem e sucedem.
Sobre Alexandre Sequeira
O paraense Alexandre Romariz Sequeira é artista visual, mestre e doutorando em Arte e Tecnologia pela UFMG e professor do Instituto de Ciências da Arte da UFPA. Desenvolve trabalhos que estabelecem relações entre fotografia e alteridade social, tendo participado de diversas exposições e festivais no Brasil e exterior.
Sequeira tem obras no acervo do Museu da UFPA, Espaço Cultural Casa das 11 Janelas – PA; Coleção Pirelli/MASP – SP, Museu de Arte do Rio/MAR – RJ , Museu da Fotografia do Ceará – CE, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – RS; Coleção de Fotografia da Associação Brasileira de Arte Contemporânea – SP e AMBA Collection – Art of Africa, Brazil and Caribbean/Portugal-Itália.
BEM QUERER: FOTOGRAFIA DOCUMENTAL HUMANISTA, com João Roberto Ripper
6 a 8 de dezembro, das 9h às 13h
Auditório do Porto Iracema das Artes - 25 vagas
O bem querer tem por objetivo discutir a fotografia documental humanista, a comunicação e os direitos humanos a partir de conversas sobre história da fotografia, fotógrafos humanistas, experiências com fotógrafos populares e a fotografia compartilhada. Serão propostos exercícios práticos para estimular o olhar para si e para o outro como, por exemplo, autorretrato ou autorrepresentação e uma foto de quem se ama.
Em síntese, trabalharemos a fotografia como bem querer e a importância do belo como contraponto à informação única. Serão pedidos dois exercícios práticos. O auto retrato, a auto representação e revelação. Acompanhar alguém que ama, fotografando diariamente e editando junto com o fotografado.
Sobre João Roberto Ripper
Nascido em 1953, no Rio de Janeiro, trabalhou como repórter-fotográfico dos seguintes jornais e agências fotográficas: Luta Democrática, Diário de Notícias, Última Hora, O Globo, Agência F4 e Imagens da Terra. Atuou como diretor na Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro, no Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro e na Federação Nacional dos Jornalistas. Foi coordenador das campanhas pela obrigatoriedade do crédito na fotografia e contratos de direito autoral e o responsável pela criação e implantação das tabelas de preços mínimos. Idealizador e coordenador do Projeto Imagens do Povo do Observatório de Favelas.
Publicou, em 2009, o livro “Imagens Humanas”, que apresenta 195 fotos, algumas inéditas, selecionadas a partir de um acervo de 150 mil imagens, que arrebatam o olhar e traduzem a realidade desse país, com a sensibilidade que legitima o trabalho do mestre Ripper. O livro apresenta ainda uma entrevista exclusiva com Ripper, que é referência no cenário da fotografia documental brasileira.
RESISTÊNCIA NOS TEMPOS DO CÓLERA, com Nair Benedicto
7 de dezembro, das 9h às 13h
Sala B2, Porto Iracema das Artes - 25 vagas
A FOTOGRAFIA COMO METÁFORA: APROXIMAÇÃO COM OUTRAS LINGUAGENS, com Nelson Garrido
7 de dezembro, das 14h às 18h
Sala A5, Porto Iracema das Artes - 25 vagas