Piauiense, começou a fotografar em meados da década de 90. Desde o inicio desenvolve a fotografia como expressão artística documental. Realizou diversas exposições, com participação em salões de arte e festivais de fotografia, tais como o deVERcidade, em Fortaleza em todas as suas 04 edições (2005, 2006,2007 e 2010), FotoArteBrasilia/2010, Festival de La Luz/Argentina/2010, Fotopoa 2012(Porto Alegre), Photobook award 2011(Kassel, Alemanha), POY LATAM 2013, Premio Diario Contemporaneo
de Fotografia/Belém/PA/2015, Festival de Fotografia de Tiradentes(2017/2018) e Festfotopoa 2017. Em 2005, participou do coletivo fotográfico que produziu o documentário “Gente do Delta”, trabalho contemplado com o Prêmio Chico Albuquerque de Fotografia da Secretaria de Cultura do Ceará (SECULT-CE). Em 2006 foi um dos vencedores do Edital de Artes da FUNCET/Fortaleza, com o ensaio “Docas do Mucuripe”, em co-autoria com o fotógrafo Paulo Gutemberg, cujo livro foi publicado em 2010. Neste mesmo ano, publicou o livro “Retrato Escravo”, em co-autoria com o fotógrafo João Roberto Ripper, publicação indicada como um dos melhores livros de 2010 pelo Internacional Photobook Festival 2011(Kassel, Alemanha) e Menção Honrosa no POY LATAM 2013. Em 2011, publicou o livro “BARBEARIA DO TEMPO”. Em 2012, publicou o livro “Às vezes, criança – Um quase retrato de uma infância roubada”, em co-autoria com o poeta Rubervam Du Nascimento. Em 2013 publicou o livro Homens-Caranguejo(trabalho coletivo). Em 2016, publicou o livro Sereias, em co-autoria com a fotógrafa Fernanda Oliveira. É membro-fundador e ex-diretor do IFOTO – Instituto da Fotografia, em Fortaleza/CE.
PROJETO
Desde 1995, quando o governo brasileiro reconheceu a existência de trabalho escravo, foram libertados mais de 52 mil trabalhadores dessa triste condição no País. Até 2013, o trabalho escravo era empregado, principalmente, em atividades econômicas rurais como a pecuária, a produção de carvão e os cultivos de cana-de-açúcar, de soja e de algodão. Desse ano em diante, a violação se estendeu também para zona urbana e passou a ser encontrada em setores econômicos como o têxtil e a construção civil. De 1996 até os dias atuais, fotografo trabalhadores vítimas da escravidão moderna para dar visibilidade ao tema e de alguma forma contribuir para conscientização e erradicação dessa chaga que ainda perdura em todas as regiões do País. Nessas andanças, que já duram mais de 20 anos, o que mais me sensibiliza é a degradancia do trabalhador a partir do local onde dorme e descansa e da comida e da água que lhe são servidas. Nesse ensaio, a partir do pressuposto de que a fotografia não é imparcial, procuro retratar a precariedade de vida, a solidão e a desesperança estampadas no olhar de homens em situação extrema de exploração em São Paulo, no Piauí, no Ceará, no Paraná e no Pará, utilizando a linguagem fotográfica como instrumento de denúncia e transformação social.