2018 2022 2024

Régis Amora

Membro fundador do Descoletivo. Coordenador do Descoletivo Espaço de Criação juntamente com Marília Oliveira. Diretor de Comunicação do Ifoto – Instituto da Fotografia do Ceará (gestão 2014 – 2015). Facilitador de cursos/ oficinas de Fotografia. Finalista do prêmio La Salita, na Espanha,com o ensaio Corpos. Participou de exposições coletivas no SESC, Centro Dragão do Mar, Centro Cultural do Transporte, Museu Pio XII, Espaço Cultural Correios, Centro Cultural Banco do Nordeste Sobrado José Lourenço. Teve trabalhos publicados em revistas como Digital Photographer Brasil, Olho de Peixe e jornal O POVO. Em parceria com Marilia Oliveira, dirigiu o curta- metragem “ O Sonho de Nina”, retratando de forma ficcional as angústias  de um ator transformista frente ao seu trabalho de criação. Em dezembro de 2016 teve a exposição individual CINE CASA como parte da Seção Oficial do Festival Internacional Outono Fotográfico, na Espanha/Galícia. Em março de 2017 lança, junto ao Descoletivo, as publicações Séries sobre o Sutil, selecionada no Programa Produção e Publicação em Artes 2016 da Secretaria de Cultura de Fortaleza e Tempo Imperfeito, selecionada no I Edital de apoio a projetos com temática LGBT da Secult. Em 2018 foi premiado com o trabalho CINE CASA no 69º Salão de Abril.

DESCRIÇÃO DO PROJETO 
Há uma concepção de memória que, quando aplicada à fotografia, nos leva a entendê-la como um processo de criação de passados. Ao ler uma fotografia podemos dizer que lemos o passado nela a partir de sensações do presente. O trabalho CINE CASA, neste sentido, busca emular sensações de um tempo remoto a partir da arquitetura e condições atuais de residênciasque hoje abrigam dezenas de cines eróticos no centro da cidade de Fortaleza. Cine Casa investiga as configurações atuais destes territórios destinados a encontros sexuais, procurando vestígios do que já foi, fugindo à lógica da deterioração de seus espaços e buscando mais que isso, encontrar as camadas que vão se sobrepondo às suas arquiteturas, estas agora com outra utilidade. A memória presente nele é muito mais uma atualização do que rememoração dos instantes retratados nas imagens e, assim, o trabalho encontra suporte na filosofia de Deleuze, quando somos levados a criar ficções a partir das imagens apresentadas. Cada experiência de observação pode levar o espectador a uma realidade paralela, trazendo leituras variáveis para este mesmo trabalho. A nova identidade a que estes territórios estão sujeitos, posto que servem atualmente a uma demanda de mercado sempre em alta, é o mote deste trabalho, feito num perímetro específico do centro da cidade onde estão concentrados os cines.






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