2018 2022 2024

Lua Alencar

Lua Alencar pesquisa a relação entre memória, ruína e fantasmagoria aportando-se nas linguagens da fotografia e do vídeo. Busca construir narrativas rizoma, experimentando técnicas como sobreposição, colagem, montagem e desmontagem de imagens.Suas obras se caracterizam sobretudo pela mistura de linguagens e por tensionar problemáticas que permeiam o espaço urbano, sobretudo a cidade de Fortaleza. Atualmente cursa audiovisual na Escola Pública da Vila das Artes e desenvolve trabalhos com cinema, vídeo, fotografia e intervenção urbana. Trabalhou na vídeo-instalação A Conversa Infinita, expôs o ensaio fotográfico “Sob o Sol” (2018) no Centro Cultural do Bom Jardim, foi premiado no 69o Salão de Abril com a videoarte Quando o Mar, participou do Festival Concreto (2017) com o coletivo de arte urbana Fòssil Coração de Peixe e realizou diversos documentários, videoclipes e curtas-metragem.

PROJETO:
Olhar para lugares inacabados em Fortaleza é uma forma de friccionar nossa própria história, trato aqui das fronteiras entre memória e esquecimento. Se deparar com nossos fragmentos se tornou a única forma possível de fabulação. Trabalhos de transfiguração trata-se de um experimento fotográfico, onde utilizo da composição corrosiva da água sanitária em um ritual de transmutação de imagens produzidas no entorno da Ponte Velha. Investigar a memória histórica desse lugar é uma estratégia utilizada aqui para refletir e questionar a realidade do nosso período. Retomando processos históricos enraizados desde a inauguração da Ponte em 1906 até os dias de hoje com a retomada da obra do Aquário e os projetos de “requalificação” da Praia de Iracema.






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