Júnior Pimenta é artista visual, vive e trabalha em Fortaleza. Graduado em Design, cursou Arquitetura e Urbanismo, atualmente é mestrando, no Ppgartes da Universidade federal do Ceará, com orientação de Moacir dos Anjos, onde vem realizando uma pesquisa sobre a potência de pequenas ações, dialogando sua poética com outras praticas. Nos últimos anos, Pimenta realizou três exposições individuais: Em 2013, Âmago, Sala Nordeste-FUNARTE, Recife-PE; Estação Cabo Branco, João Pessoa-PB; Centro cultural Banco do Nordeste, Fortaleza-CE. Com curadoria de Ana Cecília Soares. Em 2014, Descaminhos, no Museu de arte contemporânea, Dragão do Mar, Fortaleza -CE, curadoria de Marisa Flórido. Em 2018, Vá em Frente, volte pra casa!, na Sem Título Arte, Fortaleza-CE, com curadoria de Marcelo Amorim. Ao longo de quase dez anos de produção artistica, Pimenta participou de várias exposições coletivas, entre elas: Salão de Abril, Fortaleza – CE; Spa das artes, Recife – PE; Hacia un arte del encuentro dos, Buenos Aires; Transpondo o olhar, UFES, Vitória –ES; Muros: territórios compartilhados, Fortaleza –CE; Fora do eixo, galeria Piloto UNB, Brasília-DF; SAMAP, João Pessoa – PB; EIA- experiência imersiva ambiental, São Paulo – SP; Lugares, ações e processos, Centro Hélio Oiticia, UFRJ, Rio de Janeiro – RJ; Carneiro - MAC-CE, Fortaleza-CE; Performance em encontro, SESC-SP, Campinas-SP; Triangulações, Galeria UFG, Goiania-GO / MAM, Salvador-BA e MAC-CE, Fortaleza-CE; Convergência, Palmas-TO; entre outras. O artista foi ganhador do Grande Prêmio do 67° Salão de Abril 2016, com um prêmio residência no Hermes artes visuais, em São Paulo, Pimenta, participou de outras residências:
Residência en la tierra, Quindio, Colômbia e residência em sete, Fortaleza -CE. O artista também realizou alguns projetos curatoriais, que foram: Das estratégias de medir o tempo, exposição individual do artista Emanuel Oliveira, SESC Iracema, Fortaleza-CE; Refrações na paisagem, exposição coletiva, sala multiuso, no Dragão do Mar, Fortaleza-CE; Rito Resigno, exposição coletiva, com curadoria realizada em parceria com Ana Cecília Soares, no Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza-CE; Trampolim_itinerante, no Centro Cultural Banco do Nordeste; Bibbdi bobbdi boo, exposição individual do artista Bruno Vilela, curadoria realizada em parceria com Ana Cecília Soares, no Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza-CE; Libro / Livro de artistas, na Biblioteca Alfonsina Storni, Projeto curando Alfonsina, Rosário – Argentina. Pimenta possui obras em acervo das seguintes coleções públicas: Museu de Arte contemporânea do Ceará - Dragão do Mar, Fortaleza-CE; Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza- CE; Coleção da cidade, Centro Cultural São Paulo, São Paulo -SP; Coleção da Prefeitura de Fortaleza, Fortaleza-CE. Além de ser editor da revista Reticências..., uma revista
impressa e virtual que atua como espaço de reflexão sobre a produção contemporânea, com foco na produção brasileira e de alguma maneira latinoamericana (www.reticenciascritica.com). O artista também compõe o conselho editorial das revistas Arte ConTexto, de Porto Alegre (www.artcontexto.com.br ) e Canguru de Curitiba. O artista pensa, em todas suas atividades, como forma de contaminação e entrecruzamento de pensamentos, gerando um processo indissociado na construção de sua poética. (contato: [email protected] ).
PROJETO
Esses dois trabalhos, surgem do encontro que aconteceu em 26 de abril de 2018, entre o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano Moon Jae-in se reuniram na fronteira entre os dois países para um encontro histórico. Kim é o primeiro líder norte-coreano a cruzar a linha de fronteira e entrar no sul desde a Guerra da Coreia, há 65 anos. Após se cumprimentarem, Kim cruzou a pé a linha de demarcação militar que separa os dois países, de mãos dadas com Moon. Em abril, mesmo sem saber o que iria fazer, comecei a guardar todas as imagens desse encontro histórico, gerando um arquivo de muitas imagens, o que depois de tanto olhar e experimentar possibilidade, acabou gerou esses dois trabalhos. Em Pernear, se constrói uma linha do horizonte, com essa linha que separa dois países, e nesse jogo de tensionamento, no simples ato de passagem de um lado para o outro, já não sabemos mais de que lado eles estão, dentro ou fora? Em Demão, a proposta consiste em mais uma vez, pensar graficamente o elemento da separação, um muro simbólico. O gesto de um aperto de mãos, de uma aproximação dos que eram separados por esses blocos de cimento, apresenta a derrubada da barreira. E também podemos perceber o quão estético é a política, como diz o filósofo Jacques Rancière, a política tem sempre uma dimensão estética, justamente neste caso, pela representação das imagens construídas por esses dois personagens.